O NOSSO GRUPO DE ORAÇÃO SE REÚNE AOS SÁBADOS, ÀS 17 HORAS, NO SALÃO PAROQUIAL ( 2º ANDAR) DA IGREJA MATRIZ. VENHA PARTICIPAR!!!

sexta-feira, 13 de julho de 2012

A OBRA DE DEUS É A COMUNHÃO E A UNIDADE

O coordenador do Grupo de Oração Avivamento, Felipe, com o coordenador nacional da RCC, Marcos Volcan. 

LIDERANÇAS JOVENS FORTALECIDFAS E ENRAIZADAS

Depois de convidar os coordenadores estaduais do Ministério Jovem de todo o Brasil para subirem ai palco, o Coordenador Nacional do Ministério Jovem do Brasil, Márcio Zolin, iniciou sua pregação perguntando aos participantes do Encontro Mundial de Jovens  o que é preciso para que eles assumam o protagonismo da Igreja e do mundo. 
Baseado nessa pergunta, Zolin desenvolveu toda a sua pregação. Comparando a vida da juventude às raízes do cedro do Líbano, do Salmo 91,13, ele falou que a liderança que deve ser enraizada; a Palavra de Deus é como adubo para que seja formada essa maturidade que, em alguns anos, deve tornar-se o rosto de Pentecostes na vida da RCC do mundo.
“Nos três primeiros anos, uma árvore firma sua raiz; nesse tempo a raiz cresce. Assim somos nós, vamos nos aprofundando como uma raiz”, disse Zolin acerca da preparação que deve ser feita pelos jovens para assumirem instâncias de coordenação dentro do Movimento e da Igreja. “O jovem só dará respostas ao Senhor se abraçar Sua proposta”, completou ele.
Márcio ainda apresentou um vídeo mostrando todas as atividades desenvolvidas pelos jovens do Ministério Jovem no Brasil, como o Jesus no Litoral e a Missão Europa, entre outras. Falou ainda da importância de valorizar os mais antigos, dando o exemplo do ex-presidente do Conselho, Reinaldo Bezerra dos Reis: “Tem que haver um equilíbrio entre o velho e o novo; se os cabelos brancos seguem aqui, é porque tem raízes profundas”.
Finalizando, Zolin falou que tem uma dúvida que o inquieta: “Qual juventude vamos apresentar ao mundo nos 50 anos da RCC?”. E contou a todos: “Rezo e peço a Deus uma juventude fiel, que ame Jesus, que mantenha a fé, que não renegue Jesus, comprometida com o Evangelho e com Jesus”. E deixou a proposta para todos os jovens da RCC do Brasil e do mundo de, em julho de 2013, juntarem-se aos missionários brasileiros e anunciarem o Querigma em missão. “Serão 10 mil jovens em missão, antes da JMJ”, previu.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

XXX CONGRESSO NACIONAL DA RCC AO VIVO


Caros irmãos,

Clique no link ao lado direito, para assistir ao XXX Congresso Nacional da RCC.

PAPA DECLARA BRASILEIRA BEATA


“Ainda que pai e mãe me abandonem, o Senhor me acolhe”. Este é o amparo e força do Salmo 27, proteção em que Nhá Chica acreditou e semeou ao longo de sua santa vida, que acaba de ser reconhecida pela Santa Sé como beata, a primeira mulher leiga do Brasil a receber tal honraria.
Órfã com apenas 10 anos, viveu em Baependi, Minas Gerais, tendo como sua protetora Nossa Senhora, da qual chamava carinhosamente de "Minha Sinhá". Venerável por suas ações, Nhã Chica viveu como leiga consagrada, não ordenando-se como religiosa, mas dedicando-se às orações e a vida de celibato. Mansa e humilde de coração, aconselhava a todos que a procuravam. Ainda em vida era considerada por essas pessoas como "santa".
Nhá Chica era analfabeta, mas desejava ler as Escrituras Sagradas. E, se alguém as lia para ela, a fazia feliz. Ela construiu ao lado de sua casa uma pequena Igreja que, mais tarde, foi designada à Congregação das Irmãs Franciscanas do Senhor. Ao lado dessa Igreja se deu inicio uma obra de assistência social para crianças necessitadas, hoje a "Associação Beneficente Nhá Chica" (ABNC), que acolhe mais de 160 crianças.
Ela faleceu no dia 14 de junho de 1895. Afirma-se que, durante seu sepultamento e em 1998, quando Autoridades Eclesiásticas e membros do Tribunal Eclesiástico pela Causa de sua Beatificação estiveram na capela construída por ela, pode-se sentir um misterioso perfume de rosas.
A data da cerimônia de sua beatificação ainda será marcada.
Que sua vida e obra, na busca pela santidade, semeando a Igreja como uma pessoa do mundo e no cuidado com os pequeninos, sejam exemplo no Brasil e no mundo.

terça-feira, 10 de julho de 2012

FLAGRA II


Santa Missa do Encontro Mundial dos Jovens, em Foz Igaçu.

FLAGRA


O coordenador do Grupo de Oração Avivamento, Felipe e a nossa irmã da equipe Diocesana da Comunicação Social, Márcia, no aeroporto do Galeão, esparando o vôo para o XXX Congresso da RCC, em Foz de Iguaçu.

O CARPINTEIRO


As cidades ou as regiões adquirem fama, pelas suas manifestações religiosas, seu folclore, culinária, modo de falar. Algumas ficam conhecidas pelo jeito de ser de seu povo, gente expansiva ou reservada, com cartas “guardadas na manga” para serem jogadas em tempo oportuno. Há lugares, como Nazaré, onde viveu Jesus com Maria e José, que ficaram conhecidos como terra de gente brava e até revoltada. Qualquer provocação servia para um levante, tanto que Jesus, conhecido como Nazareno, suscitava desconfiança em muitas pessoas, também porque as tradições não esperavam que pudesse vir da Galileia algum profeta. Pode acontecer também entre nós, pela avalanche de violência aliada à impunidade corrente, que se reforce a pecha de sermos hoje uma das áreas perigosas do país. Não é difícil perceber como contribuímos para isso, pela facilidade com que classificamos áreas de nossa região metropolitana como “vermelhas” ou perigosas, vendo em cada desconhecido uma ameaça.
A Igreja quer enfrentar com as armas do Evangelho todas as situações desafiadoras, vencendo por amor e com amor, penetrando em todos os ambientes e superando preconceitos. Nosso projeto de Evangelização quer alcançar os que estão afastados da Igreja ou se sentem distantes, constituindo novas Comunidades de fé nos lugares mais difíceis. Mais do que as eventuais estatísticas, interessa-nos dizer que todos são amados por Deus e candidatos à vida plena e à salvação, não nos sendo lícito arrefecer diante dos obstáculos. Vale a pena abrir os olhos e verificar como o espírito missionário já envolve muitos sacerdotes, diáconos, religiosos e religiosas, pessoas dedicadas a Deus e, mais ainda, uma enorme quantidade de cristãos leigos e leigas. Vamos chegar lá, contagiando muita gente com a unção missionária.
E os Bispos da Região Amazônica, reunidos nesta semana em Santarém, renovaram suas disposições missionárias, para que a boa nova alcance a todos em todos os rincões de nossa terra. Saíram de lá com renovado entusiasmo a ser comunicado a todo o povo de Deus.
Voltando a Nazaré, ali Jesus ficou conhecido como carpinteiro, pois havia apreendido de São José este ofício tão digno quanto importante (Mc 6,1-6). Parece até que carpinteiro era mais do que o oficial das mesas ou cadeiras, mas um daqueles homens que sabiam fazer de tudo na construção de uma casa. Ainda se encontram pessoas assim por aí, com admirável conhecimento prático, de olhar profundo e prudência, calma no trabalho, poucas palavras e muita ação. Dá para pensar no Pai do Céu, contemplando a beleza e a bondade da criação, como descreve o livro do Gênesis.
Sendo Jesus homem verdadeiro e Deus verdadeiro, tudo o que realizava envolvia a totalidade da vida humana, sem excluir qualquer área dos sentimentos e das aspirações das pessoas, tanto que ninguém passava em vão ao seu lado. Ele que fazia bem todas as coisas. E era o Carpinteiro de Nazaré! Aproximar-se dele é descobrir o seu segredo, pois o Carpinteiro é Profeta, é Messias, é Salvador.
Ter contato com Jesus Cristo é contemplá-lo na fé, apurando nosso sentido sobrenatural, a fim de que a salvação seja acolhida e nossa vida transformada. Nele, aprendemos a olhar também em torno a nós, para valorizar os pequenos gestos e as pessoas que conosco convivem. Há um grito surdo pela valorização das pessoas, na superação de desconfianças e medos. É urgente dar nome de dignidade às pessoas que transbordam simplicidade e com ela a sabedoria. Elas estão aí, bem perto de nós. Muitas constroem frases quase ingênuas, que alguns pensam ser sabedoria de para-choque de caminhão! Outras sabem dar respostas precisas, ou sabem ouvir e prestar atenção como ninguém, para tudo guardar num coração bom e puro.
Sabemos que quem segue Jesus, independente de sua condição social, idade ou cultura, passa a fazer parte do evangelho, da história de Deus. Se o próprio Senhor teve dificuldades com alguns grupos, como os habitantes de Nazaré, onde ele se tinha criado (Mc 6,1-6), sabemos que ele inicia uma nova família, destinada a edificar um novo mundo (Mc 3,13-6,13), na superação das distâncias entre as pessoas, formada por quem quer realizar a vontade do Pai (Mc 3,35). Os discípulos de ontem e de hoje têm a missão de estar com Jesus e ser enviados por ele, como companheiros de missão, na luta contra o mal.
Ao tornar-se simples e competente carpinteiro em Nazaré, o Salvador entrou nas estruturas humanas para transformá-las. A liturgia nos faz reconhecer que pela humilhação do Filho amado, o Pai reergueu o mundo decaído (Cf. Oração do XIV Domingo Comum). Ele ocupou todos os espaços humanos com sua presença redentora. Tal constatação de fé nos permite acolher o dom da alegria nesta terra e almejar as alegrias eternas.
Dom Alberto Taveira Corrêa
Arcebispo de Belém/PA
Assessor eclesiástico da RCCBRASIL